"A Edições Pirata funcionou na casa de Myriam e Alberto, de novembro de 1979 até março de 1984. Segundo Brindeiro (1997, p. 109)", É nesse endereço, onde está instalada, atualmente, a Brindeirarte, que acontecerá o lançamento do projeto: Rua Apipucos, 452, Monteiro, Recife - PE. 

“A Edições Pirata funcionou na casa de Myriam e Alberto, de novembro de 1979 até março de 1984. Segundo Brindeiro (1997, p. 109)”, É nesse endereço, onde está instalada, atualmente, a Brindeirarte, que acontecerá o lançamento do projeto: Rua Apipucos, 452, Monteiro, Recife – PE.

Realização:
Espaço Cultural Brindeirarte / Cultura Nordestina Letras e Artes.
Apoio:
Cia Editora de Pernambuco – CEPE
Secretaria da Casa Civil
Governo de Pernambuco
Informações:
81- 3007-3927 / 9 – 93457572

A Brindeirarte, leia-se Myriam Brindeiro, e a Cultura Nordestina, leia-se Salete Rêgo Barros, unem-se num projeto que confere destaque para um dos mais importantes fenômenos editoriais alternativos do país: as Edições Pirata. Dia 17 de agosto, na Brindeirarte.

“O movimento editorial pernambucano conhecido como Edições Pirata surgiu em 1979, liderado pelos poetas Jaci Bezerra, Alberto Cunha Melo, integrantes da Geração 65, e a escritora Eugênia Menezes.

Faziam parte do grupo inicial, ainda, Maria do Carmo de Oliveira, Nilza Lisboa, Amarindo Martins de Oliveira, Andréa Mota, Vernaide Wanderlei, Ednaldo Gomes, Myriam Brindeiro e Celina de Holanda.

No início, os livros eram produzidos às escondidas, ou seja, “pirateados”, na gráfica da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), daí a origem do nome do movimento. Posteriormente, seus editores adquiriam uma impressora de segunda-mão e alugaram um local para instalar o equipamento.

[…] Quitada e regulada a máquina, alugamos uma casa na rua Silvino Lopes, 130, em Casa Forte. Dei uma facada no meu pai, subversivo por natureza, e ele nos emprestou seu marceneiro para fazer um terraço para colecionar os livros. Começamos a funcionar, os vizinhos não gostaram do barulho e nos denunciaram à Prefeitura.
Saímos de lá na carreira para uma vacaria nos fundos da casa do jornalista Fernando Ricardo Menezes, na rua Luiz Guimarães, também em Casa Forte. Sendo o local muito úmido, o papel sanfonava, ficava frio, não rodava na máquina. Alugamos, então, uma casa na Rua Dois Irmãos 14, em frente a Fundaj de Apipucos, que chamávamos de filial, onde habitavam Jadson Bezerra, vulgo Perunga, e seu grumete Grafite. Dalí carregávamos os livros, fininhos a princípio, para uma grande mesa, dentro da Fundação, onde os colecionávamos no final do expediente. Fomos dedurados e nos mudamos para a casa de Myriam e Alberto Vasconcelos, na rua Apipucos 452, terraço do primeiro andar, nosso porto seguro. (MENEZES, 1997, p. 98).

A Pirata funcionou na casa de Myriam e Alberto, de novembro de 1979 até março de 1984. Segundo Brindeiro (1997, p. 109), no início só era feito o trabalho de colecionar as páginas. Depois, todo o processo – criação, montagem, embalagem, o planejamento dos livros e dos lançamentos, as reuniões e a divulgação – era realizado no local.

Os originais eram endereçados ou levados pessoalmente pelos autores para a casa da poetisa Celina de Holanda, na Rua Betânia, n.10/102, no Derby. (MENEZES, 1997, p. 99).

Os escritores participavam dos custos da edição e eram convidados a colaborar no processo de produção, montagem, divulgação e venda dos livros. Havia dificuldades na distribuição e comercialização das obras. (BRINDEIRO, 1997, p.109).

A Edições Pirata editou mais de trezentos títulos. O primeiro livro publicado com o seu selo, Pomar, de Arnaldo Tobias, foi lançado no dia 7 de julho de 1979, na Livro 7. Os lançamentos (quinze individuais e doze coletivos, inclusive um no Rio de Janeiro) eram feitos também no restaurante, O Pirata, em Casa Forte e no Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio. Os coletivos eram festivos e realizados, geralmente, no meio da rua, onde as pessoas paravam, folheavam os livros, ouviam o show e participavam com palmas e sorrisos, segundo depoimento de Eugênia Menezes (1997, p. 104).

Dos doze lançamentos coletivos, três foram da Coleção Piratinha, com livros dirigidos ao público infanto-juvenil.

Abaixo, alguns livros publicados com o selo da Pirata, por ordem cronológica e dentro desta, por ordem alfabética de título:”

Conf. Fundação Joaquim Nabuco. Saiba mais. Clique aqui. 

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