Myriam Brindeiro (perfil musical)

myriam globo

Myriam Brindeiro nasceu no Recife em 26 de junho de 1967. É licenciada em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE), em 1959, e realizou cursos de aperfeiçoamento e especialização em planejamento educacional e em televisão educativa.

Foi diretora da Divisão de Estudos e Pesquisas Sociais do Centro Regional de Pesquisas Educacionais do Recife – INEP/MEC, atuou também como pesquisadora assistente e diretora do departamento de educação do antigo Instituto de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco.

A música é a sua vida, começou cedo, ainda garota adorava ouvir a mãe ao piano e passaria a estudar o instrumento com a professora Núzia Nobre de Almeida.

Logo depois veio o desejo de  aprender violão, e o fez com o professor Gerson Borges, ainda no Recife.

A poesia e o ato de compor surgiram naturalmente em sua vida.

Com uma voz agradável e de suave melodia, cantava e canta suas melodias acompanhando-se ao violão. Faz parte do Coral da UBE, União Brasileira de Escritores.

Possui mais de 200 composições, entre as quais se destacam Ladeiras de Olinda, primeiro lugar no concurso “Uma Canção para Olinda” em 1978, Recife das pontes; Voo sideral; paz; Bloco do Gari; A paz;Acalanto para Gilberto, uma das homenagens que fez ao sociólogo e escritor Gilberto Freyre.

Musicou textos de grandes poetas, a exemplo de: o 3º Soneto a Orfeu; Carlos Pena, com Chope, Natal, A solidão e sua porta, Fim; A chuva cai sobre o Recife, Manuel Bandeira, com Poética, Cantiga, Mauro Mota, com Elegia nº 10; Jaci Bezerra, com A lavra da vida, Agenda Carnavalesca, Cantiga com pena, Auto da renovação (O Galo); Preparação para a morte; Vinícius de Moraes, com Pequeno poema de Natal ; Alberto da Cunha Melo, com Canto dos emigrantes, Cartaz, Refugiados; Juhareiz Correia, com Depois do amor, o amor; Flor que não se cheira e Paulo Gustavo,  com Quanto tudo era brinquedo, O frevo, Ode a alegiados.

Fonte: MPB Compositores Pernambucanos – Coletânea bio-músico-fonográfica – 100 anos de história,Renato Phaelante, Cepe Editora, Recife, 2010.

Entrevista a Evaristo Filho no programa JARDINS DA LITERATURA da Rede Globo Nordeste, em 2008.

Myriam Brindeiro (perfil literário)

MYRIAM BRINDEIRO de Moraes Vasconcelos

Myriam Brindeiro

Poetisa, compositora, pesquisadora, nasceu no Recife, PE, em 26 de junho de 1937. Faz parte da Geração 65 e foi uma liderança definitiva nas atividades das Edições Pirata (1979/1983), pois fez do primeiro andar de sua residência em Apipucos o local onde eram encadernados os livros desse movimento editorial e onde se reuniam os que nele trabalhavam. O movimento era liderado pelos poetas Jaci Bezerra, Alberto Cunha Melo, integrantes da Geração 65 e a escritora Eugênia Menezes,  dele faziam parte também os escritores como:  Maria do Carmo de Oliveira, Nilza Lisboa, Amarindo Martins de Oliveira, Andréa Mota, Vernaide Wanderley, Ednaldo Gomes e Celina de Holanda. Os  livros eram produzidos às escondidas, ou seja, “pirateados”, na gráfica da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), daí surgiu o nome do movimento. Posteriormente, seus editores adquiriam uma impressora de segunda mão e alugaram um local para instalar o equipamento.

Foi bacharelada em Ciências Sociais pela Fafire, em 1959, e pertence à União Brasileira de Escritores (UBE-PE). Pesquisadora aposentada da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), (1994), tem vários relatórios de pesquisa, estudos e artigos publicados. Criou 200 composições próprias e poesias musicadas de vários autores. Participou da antologia: A cor da onda por dentro (1981); Poesia viva do Recife (1996); Sociedade dos poetas vivos (1995); Poesia viva do Recife (1996); A obra em tempos vários – Gilberto Freyre (1999); Música e músicos em Pernambuco (2006); Cantos e contos de Natal (2006); O fim da velhice (2006/2008); 100 Anos de frevo (2007); Cordel do Menino Jesus (2007, org.); Seleções do século XXI (2007); O planeta feito quintal (2009); Agendas do poeta (2006, 2007, 2008, 2009, 2010).

Obras da autora: Clave provisória (1979 / 1983, poesias e partituras); Coceira no ouvido (1982); Cisco no olho (1983); Caixinha com os dois livros (2003); Capelinha de melão (1993).

 

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