MYRIAM BRINDEIRO de Moraes Vasconcelos

Myriam Brindeiro

Poetisa, compositora, pesquisadora, nasceu no Recife, Pernambuco, em 26 de junho de 1937. Faz parte da Geração 65 e foi uma liderança definitiva nas atividades das Edições Pirata (1979/1983), pois fez do primeiro andar de sua residência em Apipucos o local onde eram encadernados os livros desse movimento editorial e onde se reuniam os que nele trabalhavam. O movimento era liderado pelos poetas Jaci Bezerra e Alberto Cunha Melo, integrantes da Geração 65 e pela escritora Eugênia Menezes.  Dele faziam parte também os escritores como:  Maria do Carmo de Oliveira, Nilza Lisboa, Amarindo Martins de Oliveira, Andréa Mota, Vernaide Wanderley, Ednaldo Gomes e Celina de Holanda. Os  livros eram produzidos às escondidas, ou seja, “pirateados”, na gráfica da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), daí surgiu o nome do movimento. Posteriormente, seus editores adquiriam uma impressora de segunda mão e alugaram um local para instalar o equipamento.

Foi bacharelada em Ciências Sociais pela Fafire, em 1959, e pertence à União Brasileira de Escritores (UBE-PE). Pesquisadora aposentada da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), (1994), tem vários relatórios de pesquisa, estudos e artigos publicados. Criou 200 composições próprias e poesias musicadas de vários autores. Participou da antologia: A cor da onda por dentro (1981); Poesia viva do Recife (1996); Sociedade dos poetas vivos (1995); Poesia viva do Recife (1996); A obra em tempos vários – Gilberto Freyre (1999); Música e músicos em Pernambuco (2006); Cantos e contos de Natal (2006); O fim da velhice (2006/2008); 100 Anos de frevo (2007); Cordel do Menino Jesus (2007, org.); Seleções do século XXI (2007); O planeta feito quintal (2009); Agendas do poeta (2006, 2007, 2008, 2009, 2010).

BIBLIOGRAFIA

Obras da autora: Clave provisória (1979 / 1983, poesias e partituras); Coceira no ouvido (1982); Cisco no olho (1983); Caixinha com os dois livros (2003); Capelinha de melão (1993).